sexta-feira, 30 de dezembro de 2011
QUEM SABE, AINDA ERA UMA GAROTINHA...
sexta-feira, 9 de dezembro de 2011
O disco do ano!


Há pouco mais de 40 anos, desembarcavam na estação da Luz, em São Paulo, os irmãos José e Durval de Lima, ainda adolescentes, vindos do interior do Paraná. Sem muita esperança de sobriver da música, mas com muita vontade de cantar, conseguiram fazer suas primeiras gravações e começaram a se apresentar em circos pequenos. Com todas as dificuldades do começo, pensaram seriamente em desistir da vida artística. Nesse momento entrou em cena uma música que ouviram no rádio do Fusca que compraram com muito sacrifício e que pensavam em vender para aliviar o aperto: "Tente Outra Vez", na voz de Raul Seixas, serviu de inspiração e incentivo para que os irmãos fizessem mais uma tentativa. A partir daí, os irmãos, hoje conhecidos como Chitãozinho e Xororó e reconhecidos mundialmente, venceram. Não que não tiveram mais que enfrentar desafios e vencer obstáculos, mas com garra e talento superaram todos. O maior deles, no entanto, ainda está sendo paulatinamente vencido, que é o preconceito contra a música sertaneja.
terça-feira, 11 de outubro de 2011
BIGODES DE FOCA, NARIZ DE TAMANDUÁ.
terça-feira, 4 de outubro de 2011
O TREMENDÃO TARADÃO
domingo, 11 de setembro de 2011
Roberto no país das emoções
sábado, 30 de abril de 2011
MARCELLO DORNELLES - "Você Chegou"
A música abrange um universo infinito de estilos que são capazes de agradar a todos os públicos, de qualquer lugar, de qualquer classe social, de qualquer cultura, enfim, de qualquer “tribo”. O mais interessante é que ela é capaz de misturar todo esse universo, fundindo estilos, influências e criando outros novos estilos musicais que acabam também virando influência pra outros que vão nascer depois, e assim sucessivamente, num ciclo que parece não ter fim. Além disso, a música se torna, a cada dia, mais abrangente, agregando valores e influências diferentes dentro de um mesmo conceito. Cada vez mais fica complicado rotular uma música ou um artista dentro de apenas uma definição. Talvez isso explique a dificuldade que encontrei pra definir o que estava ouvindo, quando conheci o trabalho de Marcello Dornelles.

Esse é mais um exemplo de trabalhos que sobrevivem graças ao cenário de artistas independentes e aos meios de divulgação de música via Internet, uma vez que as grandes gravadoras não se mostram muito dispostas a apostar na diversidade e na qualidade musical. Música descartável sempre existiu. A diferença é que hoje essa virou a regra das gravadoras de maior poder. O oposto – música de qualidade, pra durar – virou exceção na mídia. Graças à Internet, às gravações independentes e a algumas poucas gravadoras heróicas, que não abrem mão da qualidade mesmo sem todo o poder de marketing das multinacionais, essa exceção tem vez e voz.
Gaúcho de São Francisco de Assis, Marcello reside e atua hoje em Florianápolis - SC, onde se apresenta freqüentemente na agenda cultural da cidade. Em 2006 gravou seu primeiro disco, “Passageiro Eu Sou”, que ele mesmo produziu em seu home studio. Atualmente trabalha na divulgação de seu segundo e mais recente CD, “Você Chegou”, lançado em 2010. Conheça o trabalho dele em http://www.marcellodornelles.com/mdstudio/index.php
Em destaque na sua página existe um link para ouvirmos e baixarmos uma gravação que não está no CD. Trata-se de “Demais Pra Mim”, música feita em homenagem à “Cidade da Magia”, Florianópolis. À primeira vista, nos remete à “Morena Tropicana” de Alceu Valença, mas aos poucos vamos identificando outras influências, tanto na sonoridade quanto em seu jeito de cantar. Sua voz mistura características que vão de Jorge Vercilo a Gilberto Gil.
No Cd, em “Samba Para Todos”, O sulista Marcello Dornelles absorve todo o swing do samba baiano de Gilberto Gil, mistura com a serenidade do samba carioca de Paulinho da Viola e acrescenta ingredientes da internacionalidade de Sérgio Mendes e cria um samba sem fronteiras. Anula-se aqui qualquer regionalismo e o que se ouve é o que podemos chamar de globalização musical.
A faixa-título do CD, “Você Chegou”, promove outra fusão: Lembra às vezes Djavan, mas acrescenta pitadas de Cláudio Zoli e de George Benson. Em “Laura Lady Carolina”, Marcello acrescenta ainda a sonoridade e o ritmo eletrônico do “Drum n’Bass” que, misturados com o piano Rhodes e o violão, resultam num clima sedutor, que se aproxima de alguns trabalhos de Fernanda Porto. “Veja Bem” se banha mais ou menos na mesma praia, com ritmo mais acelerado, mas em vez de ostentar programação de bateria eletrônica, ela traz uma sonoridade mais natural, com bateria acústica e com elementos rítmicos de Bossa Nova. “Uma Viagem” é, talvez, o momento mais intimista do disco, em que, acompanhado de um violão, canta uma viagem introspectiva, pra dentro de seu próprio coração e sentimento.
A cada faixa, um diferente Marcello Dornelles, porém sempre o mesmo! Ou melhor: Todos os estilos e influências misturadas se confundem e se tornam uma coisa só. MPB? Pop? Cada um defina como quiser. Na verdade não é nem uma coisa nem outra e, ao mesmo tempo, é tudo isso junto.
Fica a Dica!
Ah! Em tempos de inflação começando a querer disparar, é sempre bom destacar uma vantagem da música independente em relação ao que é lançado pelas grandes gravadoras: O preço!!! Através do site do cantor, pode-se comprar o CD por um preço civilizado e ele ainda vem autografado!!
Um abração a todos!!!!
Marlos Ribeiro Pinto Chambela
terça-feira, 26 de abril de 2011
ROGÉRIO RABELLO - A nova face da música romântica

sexta-feira, 22 de abril de 2011
FÁBIO Jr. - ÍNTIMO

O lançamento do mês (lançado oficialmente nos últimos dias de Março) foi o novo álbum de intérprete do pai do Fiuk, também conhecido como Fábio Jr.
O trabalho do artista, que no princípio era basicamente autoral, nas últimas décadas vinha demonstrando desgaste, com discos cada vez menos expressivos, apesar de bem feitos, culminando em sua recente investida na carreira de intérprete, deixando de lado suas composições e até mesmo o lançamento de canções inéditas de outros compositores. Fábio Jr. – e isso não é exclusividade dele – vem recentemente lançando discos contendo apenas regravações. Quando muito, inclui apenas uma ou duas músicas novas. Começou com o excelente “Acústico”, em que ele fez releituras mais enxutas de seu próprio repertório. Outro destaque foi o projeto “Fábio Jr e Elas”, em que gravou duetos com grandes cantoras. Mas a que parece ser a linha preferencial de Fábio é a de regravar músicas já consagradas por outros artistas, dando sua interpretação pessoal para a obra alheia. Nessa linha, ele já apresentou dois bons discos – “Minhas Canções” e “Romântico”, sendo esse segundo o melhor deles, trazendo interpretações bem feitas e delicadas para músicas do universo sertanejo, com destaque para a surpreendente interpretação de “Cabocla Tereza”. Agora Fábio Jr reaparece no mercado fonográfico a bordo de seu álbum “Íntimo”, que, apesar desse nome, não traz o ar de intimidade do disco anterior, salvo por poucas exceções, e desliza em algumas interpretações que, na sua maioria, não carregam o sentimento característico do intérprete e acabam ficando meio sem sal.
O novo disco traz como novidades as participações de seus filhos Fiuk (já considerado um ídolo teen) e Tainá, que é apresentada pelo pai nesse disco. Tainá surge cantando praticamente sozinha a música “Fullgás”, grande sucesso da Marina Lima nos anos 80. Nessa faixa, o pai coruja apenas participa em segundo plano, com poucas intervenções. A menina não decepciona. Tem uma voz atraente, agradável. Apenas falta à menina um pouquinho de segurança, que poderá ser logo adquirida, ao seguir a carreira. Já o filho Fiuk participa de duas faixas. Em “20 e Poucos Anos”, de autoria do próprio Fábio Jr. e lançada em seu LP de 1979, eles passam um ar de continuísmo, em que seria a vez de Fiuk buscar algo mais de seus 20 e poucos anos. (o novo artista ainda está com 20 anos de idade). A faixa também serve como uma espécie de “nostalgia” pra quem viu no próprio Fábio a imagem juvenil e sedutora que hoje Fiuk tenta representar. As meninas adolescentes do começo dos anos 1980 que o digam. A outra faixa com participação de Fiuk é “Carango”, antigo sucesso de Wilson Simonal e de Erasmo Carlos. É a melhor faixa do disco. Pra quem não lembra ou não conheceu, a música fala de pegar o carro e sair pra conquistar garotas, num estilo típico da Jovem Guarda mas que também se encaixa na imagem de “pegador” que Fábio exibia em seu auge. São divertidíssimos os diálogos entre pai e filho nessa faixa, como se fosse o pai ensinando ao filho como é que se faz. Engraçada também é, no final da música, a discussão entre os dois sobre quem foi que comprou o primeiro carro do filho.
Para além das participações familiares, a “intimidade” no disco fica por conta da interpretação de “Paixão”, de Kleiton & Kledir ("Ser Feliz é tudo que se quer/ Ah esse maldito fecheclair"), onde ele colocou sua voz mais precisamente encaixada no clima proporcionado pelo violão que o acompanha. O maior deslize é a quebra de todo o clima nostálgico contido na letra de “Casinha Branca” de Gilson e Joran. A música, com sua letra triste e reflexiva, é cantanda num ritmo que mais parece o de quem vai para um fim de semana de aventura na praia, num clima meio “surf music” que destoa totalmente da essência da música. Ficou uma coisa antagônica, deslocada. O arranjo é bom, mas não tem nada a ver com a música em questão. Detalhes como esse é que fazem desse disco um trabalho irregular. “Do Fundo do Meu Coração”, de Roberto Carlos, é cantada sem levar muito em conta a força de sua letra. A interpretação é abaixo do que o próprio Fábio já provou muitas vezes ser capaz de fazer. Alguns detalhes rítmicos no arranjo também emprestam a essa música um ar meio festivo, inapropriado para uma música que fala de um rompimento definitivo para um conturbado relacionamento. “Paciência”, de Lenine, é outro exemplo semelhante. Ela parece estar ambientada dentro de uma festa. “As Dores do Mundo” é uma típica interpretação de primeira faixa de disco de Fábio Jr: Bonita, romântica e levemente dançante. Não traz nenhum traço da “intimidade” que o título do disco propõe, mas é boa. Ainda fugindo do tema “íntimo” proposto pelo disco, porém com ótimo resultado, uma das melhores faixas do disco (essa sim, com doses certas de swing e romantismo) é “Noite de Prazer”, a música que diz “Na madrugada, vitrola rolando um blues/ Rolando B.B.King sem parar”. Essa faixa é candidata a fazer parte da trilha sonora de muitas noites de casais por aí afora... Afinal é isso que deseja qualquer cantor romântico que se preza.
Apesar de alguns deslizes e de fugir do tema proposto pelo título, o disco não deve ser considerado ruim, não. É um disco agradável de se ouvir. Apenas sabe-se que o próprio Fábio já nos apresentou álbuns bem melhores. No entanto, sabemos que não é só ele. O momento atual é de uma certa crise na produção de vários dos maiores nomes da música popular brasileira. Entre tanta coisa que tem por aí... nem se discute a qualidade de Fábio Jr. Que novos tempos venham logo para o nosso mercado de música popular.
Um abraço a todos.
quarta-feira, 20 de abril de 2011
JOHNNY MATHIS “LET IT BE ME – Mathis in Nashville”

É de se admirar que um cantor, aos 74 anos de idade e 55 de carreira mantenha sempre crescente o nível de qualidade de seus trabalhos e impecavelmente cristalina a sua voz – a mesmíssima voz que cantava os grandes sucessos “My Love For You”, “It’s Not For Me To Say”, “Misty”, “Love Story”, “Evie” e o tema de amor de Romeu e Julieta, entre os anos 1960 e 1970. Pela idade que possui, mesmo entre os cantores que permanecem cantando ainda muito bem, seria natural uma considerável mudança de tom nas músicas, cantando mais nas regiões graves. Mas não com Mathis. Ele, ao contrário do normal, continua cantando com a mesma naturalidade e em tons agudos.
O mais recente trabalho, lançado em CD pelo artista próximo ao final do ano passado, não deixa nada a desejar se comparado aos seus mais aclamados Lps de décadas passadas e demonstra, acima de tudo, que Mathis não envelheceu – nem na voz, nem na versatilidade, buscando sempre uma sonoridade diferente a cada disco. Só pra citar três dos mais recentes trabalhos dele, um trazia clássicos de musicais da Broadway, com sua sonoridade característica; outro tinha grandes orquestrações, requintadas, recheadas de cordas que remetiam os ouvintes à época de ouro dele próprio e de outros grandes nomes como Sinatra ou Tony Bennet; o seguinte (anterior a esse novo) apresentava grandes clássicos pop-românticos dos anos 70 e 80, com sonoridade e arranjos bem sofisticados e modernos. Já esse disco novo vem com cheiro de terra molhada e o frescor dos campos de Nashville, com a despojada (porém não menos requintada) atmosfera country.
A vertente do Country, visitada por Johnny Mathis nesse disco, é aquela mais “pura” e mais tranqüila. Músicas leves que falam de paz, da natureza e, naturalmente, de amor. Não tem nada a ver com aquele Country de Dallas, dos rodeios. É uma sonoridade acústica, de violões. A melhor faixa, no entanto, é justamente a única mais ritmada: um alegre country que fala do prazer de “curtir” a tranqüilidade, a brisa e a natureza do campo – “Southern Nights”. Solos de Guitarras e Banjo são um ingrediente mais quente nessa música, que traduz, assim como a foto da capa, o estado de espírito desse disco.
As demais músicas do disco são mais calmas e simples. São baseadas em violões, baixo acústico, piano e bateria suave. Um acordeom, um violino solo e uma Steel Guitar aparecem apenas para compor a sonoridade country. Mesmo os arranjos de cordas mantém essa característica orgânica. O repertório traz clássicos como “What a Wonderful World”, “I Can’t Stop Loving You” “Make The World Go Away” e “Crazy”. Essa última, de Willie Nelson, ficou mais conhecida pela regravação feita em 1994 por Julio Iglesias.
Num exagero (no bom sentido) de suavidade, outra faixa que desponta como umas das melhores do disco é justamente “Love Me Tender”, de Elvis Presley, em que a voz doce de Mathis é acompanhada somente por dois violões. Em faixas como essa, Johnny Mathis mostra que a verdadeira sofisticação está contida na maior simplicidade.
O disco não é muito fácil de ser adquirido por brasileiros, uma vez que sua gravadora – a Sony Music - não realizou lançamento desse álbum aqui no Brasil. O jeito é recorrer a sites que comercializam CDs importados (como o Amazon.com) ou lojas especializadas nas capitais. O preço é salgado, mas pra quem gosta de boa música vale à pena. Pra quem desejar apenas ouvir o disco pela Internet, o site “Sonora”, do portal “Terra” disponibiliza esse disco para escuta.
Músicas:
What A Wonderful World (Participação de Lane Brody)
Let It Be Me (Participação de Alison Krauss)
Make the World Go Away
Crazy
Southern Nights
You Don't Know Me
Lovin' Arms
Shenandoah
We Must Be Lovin' Right
I Can't Stop Loving You
Love Me Tender
Please Help Me, I'm Falling in Love with You
What A Wonderful World (Participação de Lane Brody – versão de Natal)





