domingo, 11 de setembro de 2011

Roberto no país das emoções




Nunca antes na história desse país” ou, pelo menos, nas últimas décadas, se viu um show de Roberto Carlos que fosse tão surpreendente e tão diversificado!

Com um cenário hollywoodiano, uma iluminação fantástica e grandes surpresas no repertório, além de belas imagens externas, com o padrão Jaime Monjardim de qualidade e textos sobre a terra santa, foi ao ar nesse sábado, 10 de setembro, o especial “Roberto Carlos em Jerusalém”.

O show, gravado no dia 7 de setembro no anfiteatro “Sultan's pool”, ao lado das muralhas da antiga Jerusalém, ainda vai ter uma edição mais trabalhada, que será lançada em DVD e em BlueRay 3D, mas o que se viu na telinha da Globo foi uma amostra e tanto do que vamos poder ter em mãos (em alta-definição e em 3D) a partir do final do ano! E, se tratando de um especial de Roberto Carlos na TV Globo, pode-se afirmar que há muitos anos não se assiste um tão bem produzido. Desde os tempos do diretor Augusto César Vanucci.

Mas nem o perfeito cenário criado pela cenógrafa May Martins, nem a fabulosa iluminação de Patrick Woodroffe (mesmo ligthing designer do show “This is it”, de Michael Jackson) e nem as imagens cinematográficas captadas por Jaime Monjardim fariam desse show tão especial se o próprio Roberto não fizesse a sua parte. E ele fez! Surpreendeu o público com um repertório cheio de novidades e até mesmo sua interpretação das músicas que sempre canta estava melhor do que nos últimos especiais exibidos. Roberto estava cantando com a alma, como há muito tempo não se ouvia tão aflorada.

A obrigatória “Detalhes”, mesmo com Roberto sentado no banquinho, com o violão em punho (do mesmo jeito como ele apresenta essa música há décadas), ganhou agora novos ares com a intercalação dos diversos idiomas nos quais a música já foi gravada: Roberto cantou estrofes em português, espanhol, italiano e em inglês, voltando novamente ao português para encerrá-la. Músicos de cordas da orquestra sinfônica israelense fizeram diferença, imprimindo em diversas músicas uma sonoridade mais suave do que a frequente nos shows do rei. As clássicas “Outra Vez” e “Como É Grande o Meu Amor Por Você” - canções que não podem nunca faltar em seus shows, sob o risco de decepcionar suas fãs mais fervorosas – estavam presentes mas com uma atmosfera diferente, seja por essa sonoridade mais suave, proporcionada pela orquestra, ou pela própria emoção da ocasião. “Eu Sei Que Vou Te Amar”, de Tom Jobim e Vinícius de Morais, foi inserida no bloco de seus próprios sucessos românticos, dando a impressão de ter sido “adotada” por ele para seu repertório. Nela, Roberto declamou o poema “Soneto da Fidelidade”, de Vinícius de Morais, geralmente incorporado à música.

Roberto cantou, com um brilhante arranjo do maestro Eduardo Lages, uma de suas composições mais bonitas, feita em parceria com Erasmo Carlos, mas que nunca havia sido incluída em seus shows: “Pensamentos”, de 1982, resume em sua letra a mensagem que Roberto quis passar com esse show em Israel: A paz e a união entre os povos, com a pacífica convivência entre a pluralidade de raças e culturas. Em um de seus versos, canta: “Se as cores se misturam pelos campos / É que flores diferentes vivem juntas”. O cenário, no palco, misturando símbolos muçulmanos, judeus e cristãos, também transmitia a mesma mensagem. Depois foi a vez de Roberto cantar “Ave Maria” de Schubert, em italiano. Após cantar sobre o amor divino da mãe de Jesus, Roberto emenda uma homenagem ao amor de sua própria mãe, cantando “Lady Laura” e jogando um beijo na direção do céu, ao final da interpretação.

Unforgettable” foi mais uma surpresa do show. Além de cantar esse grande sucesso de Nat King Cole, em inglês, Roberto tira ninguém menos que Glória Maria para dançar de rostinho colado, como se fazia nos bailes de antigamente, reiterando sua imagem de amante à moda antiga. “O Portão”, que foi um dos maiores sucessos de Roberto nos anos 70, não é muito cantada por ele nos últimos anos, assim como “Eu Quero Apenas”, que tem os versos “Eu quero ter um milhão de amigos / E bem mais forte poder cantar”, num outro momento em que o rei aproveitou para pregar a paz mundial. “Caruso”, de Lucio Dalla, em italiano, foi mais uma novidade desse show. Antes de cantá-la, porém, Roberto explica que essa música é mais apropriada para cantores com voz mais potente que a dele mas que, mesmo assim, ele resolveu cantá-la “do seu jeitinho”. Entre as músicas que Roberto compôs e gravou, mas que não costuma cantar em shows, ele incluiu também a religiosa “A Montanha”.

O ponto alto do show, já caminhando para o final, foi o momento em que Roberto Carlos canta um hino de amor à Jerusalém, “Jerusalém de Ouro”, cantando os primeiros versos numa versão em português e o restante da música no idioma original: o hebraico! À voz de Roberto somaram-se as 30 vozes do coral local. Um momento mágico! E o show se encerra com a tradicional dobradinha de “É Preciso Saber Viver” e “Jesus Cristo” e com a tradicional distrubuição de rosas vermelhas e brancas, que são disputadas a cotoveladas por fãs histéricas.

Foram tantas surpresas no repertório, que até aquelas músicas que nunca saem do show foram ouvidas com mais carinho, até mesmo por quem reclama que Roberto as repete muito. Acontece que não é possível imaginar um show de Roberto que não começe com “Emoções” e não termine com “Jesus Cristo”, nem que não inclua clássicos como “Além do Horizonte”, “Outra Vez” e “Como É Grande o Meu Amor Por Você”. Da mesma forma, é impossível imaginar um show dos Rolling Stones que não tenha “Satisfaction”, nem um show do Elton John” que não tenha “Sacrifice”, “Nikita” e “Roket Man”. Clássicos são clássicos! Se fosse possível excluí-los, não seriam clássicos.

Esse é o Roberto Carlos que o Brasil ama: Clássico, romântico, místico, falando de temas nobres como a paz mundial... e agora também poliglota! Mais internacional do que nunca!

3 comentários:

A LITUANA DE SP CAPITAL disse...

Marlos Chambela

Sua visão sobre o show Jerusalem realizado dia 10/09/2011 não difere à minha .
Eu concordo em seus dizeres em cada frase escrita .
Vou além vejo o Rei Roberto Carlos como o cantor único que fala de amor como nenhum cantor existe no Mundo onde ele fala de amor em suas músicas com a alma com muito amor sinto assim ao cantar as maravilhosas músicas do repertório em Jerusalem e em todos show que realiza .
Sem menor dúvida é o melhor e maior cantor Brasileiro .
Me lembrou muito momentos meu em particular quando o Rei Roberto Carlos falou em palco em Jerusalem que iria cantar do " meu jeitinho " mas o Rei Roberto Carlos além de ser o maior cantor e melhor cantor Brasileiro é de uma simplicidade só dele que é fantástico por ser o Rei Roberto Carlos, por isso ele é o maior e melhor cantor do Brasil e admirado pelos seus fãs no Brasil e no exterior portanto no Mundo .
O trabalho diretor Jayme Monjardim foi maravilhoso , incontestável no show em Jerusalem como em todos que realiza .
Mas também quero salientar o trabalho do esplendoroso Maestro Eduardo Lages , sempre se faz melhor em cada show, em Jerusalém o Maestro Eduardo Lages mostrou como sempre o faz em shows todo seu profissionalismo que só ele possue com seus dons de Deus mais os seus conhecimentos musicais o Maestro Eduardo Lages é fantástico no que faz , considero-o um gênio na música Brasileira, amo todo o profissionalismo do Maestro Eduardo Lages e percebo a dedicação do Maestro Eduardo Lages em todos shows para sempre fazer o melhor e menciono que o faz em todos os shows e no show em Jerusalem ele regeu a orquestra dele como sempre menciono de forma impecável, maravilhosa mas a orquestra hebraico de São Paulo foi fenômenal seu trabalho Maestro Eduardo Lages em Jerusalem também,cada vez melhor parabenizo por todo seu profissionalismo que acompanho .
O show realizado em Jerusalem foi um dos melhores shows do Rei Roberto Carlos entre inúmeros realizados e por virem em todos aspectos , todos os músicos hebraicos , o coral , a orquestra que costumo dizer a orquestra do Maestro Eduardo Lages maravilhosa todos sem excessão .
O Rei Roberto Carlos cantou com alma com tanta emoção as músicas e amor que pude notar levando-me as emoções inesquecíveis em show me fazendo-me levar a recordações e momentos maravilhosos que vivo .
Tudo que eu digo aqui é pouco diante do que sinto ao assistir o show em Jerusalem por viver emoções que vivo .

a lituana

Brasil Musica disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
ArteMUNDO disse...

GOSTARIA DE FAZER UM BREVE COMENTÁRIO SOBRE O QUE VOCÊ ESCREVEU SOBRE O SEU TIO AGENOR RIBEIRO FALANDO DA MÚSICA "SE VOCÊ GOSTAR DE MIM", QUE É UMA COMPOSIÇÃO DO SEU TIO EM PARCERIA COM EGYDIO COUTINHO, EM RAZÃO DISSO ESTOU LHE ESCREVENDO, PORQUE EGYDIO COUTINHO ESTA QUERENDO FAZER CONTATO COM O SEU TIO A VÁRIOS ANOS.
VOU DEIXAR AQUI E-MAIL E CELULAR PARA CONTATO: MARCOS.LUZ@GLOBO.COM 21 8517-2376.